Diferenças entre edições de "Rio de Janeiro, Brasil - Genealogia"

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Revisão das 01h20min de 25 de junho de 2013

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O Rio de Janeiro é uma das 27 Unidades Federativas do Brasil. Situa-se na porção Leste da Região Sudeste, tendo como limites os estados de Minas Gerais (norte e noroeste), Espírito Santo (nordeste) e São Paulo (sudoeste), como também o Oceano Atlântico (leste e sul). Ocupa uma área de 43.696,054 km², sendo pouco maior que a Dinamarca. Sua capital é a cidade do Rio de Janeiro. Os naturais do estado do Rio de Janeiro são chamados de fluminenses (do latim flumen, literalmente "rio").

História

À época do estabelecimento do sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil, o território do atual estado do Rio de Janeiro se situava entre as capitanias de São Tomé e São Vicente. Não tendo sido colonizado pelos portuguesesem virtude da hostilidade dos indígenas estabelecidos neste litoral, entre 1555 e 1567 a Baía de Guanabara foi ocupada por um grupo de colonos franceses, sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon, que aqui pretendiam instalar uma colônia de povoamento, a chamada "França Antártica". Visando evitar esta ocupação, assegurando a posse do território para a Coroa Portuguesa, em 1 de março de 1565 foi fundada a cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá, vindo a constituir-se, por conquista, a Capitania Real do Rio de Janeiro.

No séc. XVII, a pecuária e a lavoura de cana-de-açúcar impulsionaram o progresso, definitivamente assegurado quando o porto começou a exportar o ouro extraído de Minas Gerais, no século XVIII. Entre1583 e 1623 a área de maior destaque de produção de açúcar, no sul do Brasil, se deslocou de São Vicente para o Rio de Janeiro, na região da Baia de Guanabara em 1629 haviam 60 engenhos em produção no Rio de Janeiro, em 1639, 110 engenhos, e o Rio de Janeiro passou a fornecer açúcar a Lisboa, devido à tomada de Pernambuco durante as invasões holandesas no Brasil. Ao final do séc. XVII haviam 120 engenhos na região.

Com a restauração da independência portuguesa em 1640, os comerciantes e donos de embarcações receberam permissão para negociar escravos diretamente com a África a partir do porto do Rio de Janeiro ainda que a utilização de escravos indígenas tivesse aumentado, pois comerciantes e proprietários estavam se indispondo com os jesuítas por causa das proibições papais relativas à escravização dos índios. Com o incremento do cultivo da cana-de-açúcar aumentou a necessidade de escravos, problema resolvido com a retomada de Angola em 1648, que havia também sido invadida pelos holandeses. Eventos posteriores afetaram o comércio de açúcar, como a conquista de Pernambuco pelos holandeses, a proibição na fabricação e venda de aguardente - usada no comércio com a África, e a revolta dos moradores da Cidade do Rio de Janeiro contra o governador Salvador Correia de Sá e Benevides, em 1660. 

Outro produto importante de exportação era o tabaco, em proporção menor que a Bahia e Pernambuco. A pesca da baleia na Guanabara era um setor econômico importante e em 1644 a municipalidade do Rio criou um imposto sobre esta indústria. Também neste século foram adquiridos equipamentos para a instalação de uma manufatura para a construção naval, que decaiu por falta de mão-de-obra, e foi criada uma Casa da Moeda para suprir a necessidade local.

Em 1763, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do Vice-reino do Brasil e a capital da colônia. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, na época da tomada da Península Ibérica por Napoleão Bonaparte, a região foi muito beneficiada com reformas urbanas para abrigar a Corte portuguesa. Dentro das mudanças promovidas, destacam-se: a transferência de órgãos de administração pública e justiça, a criação de novas igrejas, hospitais, quartéis, fundação do primeiro banco do país - o Banco do Brasil - e a Imprensa Régia, com a Gazeta do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico, a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia Real Militar, antecessora da atual Academia Militar das Agulhas Negras. Assim, ocorreu um processo cultural influenciado não somente pelas informações trazidas pela chegada da corte e da família real, mas também pela presença de artistas europeus que foram contratados para registrar a sociedade e natureza brasileira.

Em 1834,  a cidade do Rio de Janeiro foi transformada em "município neutro", permanecendo como capital do país e passando a ter uma Câmara Municipal autônoma; já a província do Rio de Janeiro passou a ter a mesma organização político-administrativa das demais, tendo como capital a Vila Real da Praia Grande, que no ano seguinte passou a se chamar Niterói. Em 1889, após a implantação da República, a cidade continuou como capital nacional, sendo o município neutro transformado em Distrito Federal e a província em estado. Após a aprovação da sua primeira Constituição Estadual, e 9 de abril de 1892, a capital foi transferida para a cidade de Petrópolis.

Somente em 1937, após a chegada de Getúlio Vargas ao poder e a nomeação de Ernani do Amaral Peixoto - que se tornaria genro daquele - o estado do Rio retomaria seu desenvolvimento industrial com a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Fábrica Nacional de Motores (FNM), bem como a expansão da malha rodoviária. Data deste período, também, a implantação de várias instituições de ensino superior e centro de estudos sobre a cultura e história fluminenses, que procuravam resgatar a memória e construir uma identidade para a população do estado, esvaziado econômica e politicamente desde o fim do Segundo Império. Os governantes que se seguiram continuaram a reorganização da administração e das finanças estaduais, bem como o incentivo à industrialização, à melhoria da infraestrutura, à expansão rodoviária e a organização da estrutura de ensino superior.

Em 1974, no governo Geisel, os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro foram unificados. A capital do novo estado - que manteve o nome de Rio de Janeiro - passou a ser a cidade do Rio de Janeiro.

Povos e Etnias

O estado do Rio de Janeiro é formado por enorme gama de etnias e povos, principalmente pelo fato de sua capital ter sido capital do país. 

Inicialmente a população do estado do Rio de Janeiro foi marcada pela presença de povos indígenas, assim como toda a costa brasileira. No início do séc. XVI, habitavam o Rio de Janeiro quatro grandes grupos indígenas, classificados de acordo com seu grupo linguístico:

  • Tupis-guaranis: habitavam o litoral e constituíam diversas tribos como os Tupinambás ou Tamoios e os Tupiniquins.
  • Puri-coroados, Maxakalis Botocudos, da língua Macro-jê. Habitavam o interior, sobretudo a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul.
  • Goitacases, que habitavam a foz do rio Paraíba do Sul.
  • Guaianás ou Goianás que viviam no litoral sul, entre Angra dos Reis e Paraty, e na Ilha Grande. Seu tronco linguístico não foi classificado.

Com a colonização, as tribos indígenas foram extintas. Em 30 de maio de 1902, na Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no município de mesmo nome, foi registrado o último óbito de índio natural do estado do Rio de Janeiro: Joaquina Maria Pury.

No final da Década de 40, guaranis migraram para a região de Angra e Paraty. Eles só vieram a ser descobertos pelo governo federal em 1974 com a construção da rodovia Rio-Santos. Atualmente, os 500 guaranis do estado vivem em três aldeias: Sapukaí, Itatiim e Araponga.

No séc. XVI desembarcam na região os franceses, que na Baía da Guanabara instalam uma colônia de refugiados religiosos. Logo em seguida os portugueses invadem a região, sendo vitoriosos na guerra contra os franceses e fundando a Cidade do Rio de Janeiro pelo português Estácio de Sá.
Nos séculos seguintes, a população da região é formada basicamente por portugueses e africanos, trazidos à força pelos portugueses na condição de escravos. Inclusive, até meados do séc. XIX a maioria da população fluminense era composta por negros, porém, o número de imigrantes portugueses desembarcados na cidade do Rio passou a crescer repentinamente naquele século, o que fez com que praticamente se igualasse o número de pessoas de origem africana e as de origem portuguesa.

Posteriormente, outros povos contribuíram para a formação da população do estado, como alemães, italianos, suiços (que fundaram em 1818 a cidade de Nova Friburgo) e espanhóis, dentre outros, aos quais se somaram brasileiros de todos os estados que vinham trabalhar na então capital do País até a década de 1960.

Municípios

Os 92 municípios que constituem o Estado do Rio de Janeiro são:

Angra dos Reis Duas Barras Nilópolis Santo Antonio de Pádua
Aperibé Duque de Caxias Niterói São Fidélis
Araruama Engenheiro Paulo de Frontin Nova Friburgo São Francisco de Itabapoana
Areal Guapimirim Nova Iguaçu São Gonçalo
Armação dos Búzios Iguaba Grande Paracambi São João da Barra
Arraial do Cabo Itaboraí Paraíba do Sul São João de Meriti
Barra do Piraí Itaguaí Parati São José de Ubá
Barra Mansa Italva Paty do Alferes São José do Vale do Rio Preto
Belford Roxo Itaocara Petrópolis São Pedro da Aldeia
Bom Jardim Itaperuna Pinheiral São Sebastião do Alto
Bom Jesus do Itabapoana Itatiaia Piraí Sapucaia
Cabo Frio Japeri Porciúncula Saquarema
Cachoeiras de Macacu Laje do Muriaé Porto Real Seropédica
Cambuci Macaé Quatis Silva Jardim
Campos dos Goytacazes Macuco Queimados Sumidouro
Cantagalo Magé Quissamã Tanguá
Carapebus Mangaratiba Resende Teresópolis
Cardoso Moreira Maricá Rio Bonito Trajano de Moraes
Carmo Mendes Rio Claro Três Rios
Casimiro de Abreu Mesquita Rio das Flores Valença
Comendador Levy Gasparian Miguel Pereira Rio das Ostras Varre-Sai
Conceição de Macabu Miracema Rio de Janeiro Vassouras
Cordeiro Natividade Santa Maria Madalena Volta Redonda