Família Caldeira Brant
Família Caldeira Brant
Aportado por
Pedro Caldeira Brant
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Pedro Caldeira Brant, primeiro e único conde de Iguaçu (Salvador, 20 de junho de 1814 — Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1881), foi um nobre do Império do Brasil.
Era filho de Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira e Horta, marquês de Barbacena, e de Ana Constança Guilhermina de Castro Murat; e irmão de Felisberto Caldeira Brant Pontes, o segundo visconde de Barbacena.
Casou-se com Cecília Rosa de Araújo Vaia.
Depois de ficar viúvo, casou-se novamente, em 2 de setembro de1848, com Maria Isabel II de Alcântara Brasileira, filha legitimada de Domitília de Castro e Canto Melo, marquesa de Santos, e do imperador Dom Pedro I do Brasil.
Recebeu a comenda da Imperial Ordem de Cristo e a grã-cruz da Imperial Ordem de São Stanislau, da Rússia.
Tornou-se Conde de Iguaçu por decreto de 2 de dezembro de 1840, do imperador Dom Pedro II do Brasil.
Em 1844, foi nomeado Gentil-Homem da Imperial Câmara, ao lado do Conde de Baependi.
Os dois mantiveram-se no cargo até 1886, exercendo a função de servir e acompanhar o monarca.
A insígnia dos gentis-homens era uma chave dourada, representando aquilo que deveria ser visto ou escondido, ou seja, a câmara do Imperador .
Autor de Memórias Genealógicas e Históricas das Famílias Brant e outras, é um dos patronos do Colégio Brasileiro de Genealogia .
Herdou de seu pai o Engenho de Santo Antônio de Jacutinga, que em 1851 vendeu para o comendador Manuel José Coelho da Rocha. A propriedade abrange o que hoje é o município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense .
Foi também um dos fundadores da Irmandade de Nossa Senhora de Copacabana, criada em 1858 e responsável pela manutenção da capela que deu nome ao bairro de Copacabana, no local onde mais tarde seria construído o Forte .
FELISBERTO CALDEIRA BRANT
O terceiro contrato para a extração de diamantes na cidade do Tijuco (1de janeiro de 1748 a 31 de dezembro de 1751) arrematou-o Felisberto Caldeira Brant, que em particular se associou com seus irmãos Sebastião, Joaquim e Conrado. (Segundo alguns historiadores, o período foi de 1749 - 1752)
Felisberto Caldeira Brant, mineiro feliz e audacioso, chegou a ser muitas vezes milionário. Teve começo sua fortuna, por 1735, com o descobrimento das minas de Goiás.
Em 1744, como tomassem parte em motins de protesto contra o quinto, esposando a causa popular, os Caldeiras viram-se obrigados a deixar Goiás, donde passaram a Paracatu, cujas minas acabavam
de ser descobertas.
Aí Felisberto conseguiu riquezas fabulosas mas, não contente com as dezessete oitavas de ouro que cada um de seus trabalhadores tirava por dia, foi para o Tijuco afim de arrematar o terceiro contrato de diamantes.
No tempo dos Caldeiras cresceu a população e com ela o bem estar dos tijuquenses.
A um intendente enfermo sucedia outro valetudinário, nomeado interinamente.
Demais, o contratador não perseguia os garimpeiros e parecia tolerar o contrabando.
Com isso, muitos se enriqueceram, vivendo no luxo e na opulência.
Dominava o espírito frívolo do século XVIII, preocupado com a elegância dos trajes, o requinte das maneiras e as regras do bom tom.
A preocupação dominante era imitar a corte, de onde vinham até professores de civilidade.
Sabedor do desamparo em que se achavam os negócios da colônia, acudiu o governador ao Tijuco, fazendo-se preceder de ordens severas que encontrou descumpridas.
Afastou o intendente e nomeou seu sucessor, em 1751, Sancho de Andrade Castro e Lanções que, dizendo-se munido de ordens secretas, apertou a vigilância e fez recrudecer o vexame dos colonos, perseguindo particularmente os Caldeiras.
Iam prósperos os negócios da companhia.
O produto dos diamantes dava para fazer face às despesas do contrato, saldar as contas com a Coroa e ainda sobrava numerário para distribuir dividendos.
Mas em 1752 sofreu grande prejuízo com o misterioso roubo do cofre da intendência, no qual estava guardada grande cópia de ouro e diamante pertencente ao contrato.
É o início do declínio do contratador.
Entrementes, maus fados perseguiam a mineração em Goiás, onde os Caldeiras tinham a trabalhar escravos captados que tiveram de ir apra o Tijuco, segundo a concessão de novo ajuste.
Além disso, o advento do Marques de Pombal pos em desgraça amigos e protetores dos Caldeiras.
Por esse tempo, deu-se um episódio que ia desencadear as perseguições que trouxeram a ruína de Felisberto Caldeira Brant.
Foi na semana santa de 1752.
À festa compareceu o ouvidor da Vila do Príncipe Dr. José Pinto de Morais Bacelar que, imbuído do filosofismo dominante na época, se comportou no templo de maneira inconveniente, com grande escândalo dos tijuquenses.
Em dado momento, querendo demonstrar sua admiração por linda jovem parenta dos Caldeiras, atirou-lhe ao colo uma flor, que ela repeliu com dignidade.
Correu no meio da assistência um murmúrio de revolta.
Subiu ao cúmulo a indignação de Felisberto que, dizendo ao ouvidor palavras em segredo, foi esperá-lo à porta da igreja.
Ao fim da festa, exigiu-lhe satisfações e, depois de uma discussão, deu-lhe uma punhalada
que não o ofendeu por se ter resvalado em um botão de metal de sua casaca.
Chegava a tropa que o intendente mandara chamar.
O povo, unido aos pedestres do contrato, estava disposto a resistir.
A intervenção de amigos e do venerável padre Cambraia evitou que muito sangue corresse.
O intendente, que se colocara ao lado do ouvidor, não cessou de perseguir a Felisberto por todos os meios, já formando-lhe processos injusto, já pondo empecilhos aos seus trabalhos de mineração e, enquanto se dava a el-Rei parte do ocorrido, o contratador mandava um próprio a Gomes Freire
de Andrade, levando sua queixa contra o procedimento do intendente.
Gomes Freire determinou que viesse ao Tijuco o governador interino José Antônio
Freire de Andrade que, embora apurasse a procedência das alegações, nada obteve de Lanções, renitente em seus propósitos e cioso de sua autoridade.
Queixas e acusações contra os Caldeiras, inspiradas principalmente pelo ouvidor Bacelar, eram endereçadas ao governo de Lisboa.
Diziam até que, com grande poder granjeado, queriam tornar o Tijuco independente,
franqueando ao povo as minas.
Mas era preciso um motivo concreto para prender a Felisberto Caldeira Brant, sem aumentar a irritação do povo com violências baseadas em simples presunções.
Foi fácil encontrar esse pretexto.
O contratador não podia de pronto pagar o alcance em que estava com a Coroa.
Sacou uma letra de setecentos mil cruzados contra os caixas de sociedade em Lisboa
em favor da fazenda real, prometendo-lhes na primeira ocasião remeter os
diamantes, que já existiam extraídos.
Como, por falta de fundos suficientes, os caixas não puderam ou não quiseram aceitá-la, a letra foi
recambiada ao Tijuco.
Com isso, prendeu-se o contratador e sequestraram-lhe os bens como falido.
Felisberto foi acusado de ter arrombado um cofre em que os diamantes da coroa eram guardados.
Este cofre tinha seis fechaduras, duas chaves estavam em poder do intendente do distrito dos diamantes, uma em poder do contratador, e as outras três em poder dos empregados do intendente.
Se o cofre foi aberto ou arrombado quando estava depositado na intendência, todas as pessoas qeu tinham as chaves eram igualmente responsáveis, mas sendo uma pessoa só a perseguida - o contratador - e arruinado, prova evidentemente que seu grande poder, sua riqueza e popularidade é que foram a causa da perseguição injusta que ele sofreu.
Entre as acusações do ouvidor a Felisberto Caldeira Brant figura o seguinte: "... finalmente que a família dos Caldeiras tinha-se tornado aqui muito poderosa e temida, e que todos lhe obedeciam cegamente: e assim eles procuravam subtrair-se do domínio real, e queriam tornar o Tijuco independente, para o que tinham prometido franquear aos povos as lavras diamantinas: o que era um mau exemplo para os outros povos do Brasil."
Efetuada a prisão com toda a cautela, Felisberto Caldeira Brant foi mandado para o Rio, donde passou para o Limoeiro, em Lisboa.
O terremoto de 1o. de novermbro de 1755 ofereceu oportunidade à fuga de muitos detentos.
Caldeira Brant, porém, apresentou-se ao Marques de Pombal, perguntando-lhe para onde devia ir.
Admirou-se o ministro D. José I, que logo comunicou o ocorrido aos brasileiros João Pereira Ramos, ao bispo de Coimbra e ao general Godinho, que procuraram demonstrar a
inocência do antigo contratador, vítima de intrigas e perfídias.
Pombal deu-lhe a liberdade e ordenou que se procedesse a liquidação de suas
contas e ao exame do sequestro de seus bens.
Gravemente enfermo, Felisberto Caldeira Brant, que estivera preso durante cinco anos, retirou-se para Caldas da Rainha, onde veio a falecer.
A família Caldeira Brant move, desde os anos sessenta, uma ação judicial de indenização no tribunal internacional de Haya, contra Portugal.
O valor confiscado da família Caldeira Brant foi de 30 toneladas de ouro e
a casa que hoje é o palácio do Arcebispado de Diamantina.
O valor de hoje (1997) seria a bagatela de 390 milhões de dólares!
(As informações sobre este membro foram retiradas dos livros Arraial do Tijuco, Cidade de Diamantina de Aires da Mata Machado Filho, Genealogia de Miguel Augusto de Miranda Mourão, e Memórias Genealógicas e histórias da família Brant e outras - transcrições originais por Pedro Caldeira Brant)
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ANTONIO AMBRÓSIO CALDEIRA BRANT
Coronel Antônio (Ambrósio) Caldeira Brant [c.1679, Lisboa - ?], passou ao Brasil no princípio do séc. XVIII.
Comandante da guarnição portuguesa do fortim do Rio das Mortes, atacado pelos paulistas em 1710, por ocasião da guerra dos emboabas.
Foi o patriarca desta numerosa família, por seu cas., ocorrido em São Paulo, em 1704, com D. Josefa de Souza e Silva, nat. de São Paulo, da importante família Horta), de São Paulo (Silva
Leme, IV, 315).
Seus descendentes espalharam-se por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.(Dic.Fam.Bras- Barata/Cunha Bueno-1999).
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JOÃO VAN BRANT
João Caldeira Brant.
Batizado na Igreja de Nossa Senhora a 10 de março de 1643.
Não se sabe o ano em que foi para Lisboa, e parece que se naturalizou Portugues, razão pela qual acrescentou na sua assinatura o sobrenome da sua mãe Keteler, o traduzindo em portugues - Caldeira.
Foi consul em Lisboa.
(As informações sobre este membro foram retiradas do livro Memórias Genealógicas e Histórias da Família Brant e outras – transcrições originais por Pedro Caldeira Brant)
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GUILHERME VAN BRANT
Senhor do Morgado de Lacqueueve e Brocht, no Brabant, Bélgica.
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PEDRO VAN BRANT
Senhor de morgado de Lacqueueve e Brocht, no Brabant.
(As informações sobre este membro foram retiradas do livro Memórias Genealógicas e histórias da família Brant e outras – transcrições originais por Pedro Caldeira Brant.
Este livro contém cópia de "documentos manuscritos da Biblioteca da Bregonha, Bruxelas, Bélgica, número 6234 página 134 - Genealogia des Ducs de Brabant - Trophées de Brabant par Chrisophe Butkens Tome 1 livre 9 pags 654 e 655 2eme edition")