ICÓ. VISCONDE DE; FRANCISCO FERNANDES VIEIRA - O BARÃO E
ICÓ. VISCONDE DE; FRANCISCO FERNANDES VIEIRA - O BARÃO E
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Francisco Fernandes Vieira, o Barão e Visconde de Icó. Nasceu na Vila de Saboeiro, Província do Ceará, em 20 de maio de 1784 e morreu em 09 de Julho de 1862. Era latifundiário, grande criador de gado e muito influente na região do sertão central do Ceará. Era sogro do Barão de Aquiraz Gonçalo Batista Vieira, que foi um influente político,tendo feito parte do Governo Provisório empossado em 23 de Janeiro de 1823. Era Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro. Foi agraciado com o título de Barão de Icó através do Decreto de 14.03.1826, título de origem toponímica utilizando-se do termo Icó, hoje município do Estado do Ceará.
Teve treze filhos com Ana Angélica Braga Fernandes Vieira: O Senador Manuel Fernandes Vieira, Ana Fernandes Vieira, primeira esposa de Gonçalo Batista Vieira, Barão de Aquiraz, Senhorinha Fernandes Vieira, segunda esposa do mesmo Gonçalo Batista Vieira, Barão de Aquiraz, Glória Fernandes Vieira, nascida em 1818, que após viuvar de José Gomes Leal, casou com José Frutuoso Dias, Major ajudante da Guarda Nacional é esse consórcio que cela o pacto político familiar, entre o Barão de Icó e o Clã de Frutuoso Dias. Tiveram outros filhos.
São lendárias as brigas e intrigas entre Dª Glória Dias e Bernardo Duarte Brandão Jr., o Barão do Crato, "Seu Dú". Embora parentes, primos até, os antigos aliados e vizinhos disputavam prestígio e poder. Surgem daí velhas histórias das bombas do Senhor do Bonfim, cavalos e castigos de escravos negros sobre os tamarindos. Todavia coisas graves nunca houveram, talvez em respeito ao parentesco... Talvez, até, as rixas fossem as suas diversões!
A celebridade posterior desse clã surgirá atavés do casamento realizado em 05 de março de 1864, entre José Frutuoso Dias Filho, neto do Barão do Icó, com sua prima legítima Joana Isabel Dias, a lendária D. Janoca do Icó Essa casal foi o herdeiro de garnde parte dos bens dos dois clãs. Comenta-se que "D. Janoca herdou catorze fazendas e quarenta e cinco casas no Icó, muito ouro e prataria ", muitas dessas terras estão localizadas onde hoje existe o açude de Orós, no município do mesmo nome. De d. Janoca e José Frutuoso nasceu numerosa prole.
Fernandes Vieira era o chefe político da região central do Ceará e Inhamuns, hegemônico desde o final do século XIX, com o grupo chamado de “Carcarás”, ligados a grupo designado de “Constitucionalistas” constituído de fazendeiros e latifundiários.
Icó já havia esquecido dos Teixeira-Mendes e a derrocada hegemônica desse grupo, os “Carcarás”, antigos aliados do "canela-preta", foi articulada a partir da junção dos liberais e conservadores, do qual o Barão do Crato, Bernardo Duarte Brandão (Júnior), foi um dos articuladores e o principal líder político em Icó, tendo ocorrido paulatinamente a partir de 1864.
O golpe final no velho Barão do Icó, foi a ascensão política do grupo do Senador Pompeu, sogro do Dr. Antonio Pinto Nogueira Acioli, o futuro Comendador, que governou a Província do Ceará por várias décadas, ultrapassando a Monarquia e participando da implantação da República.
O gesto maior da derrota política de Fernandes Vieira e seus aliados icoenses foi o agraciamento de Bernardo Duarte Brandão Jr. , icoense nato, como Barão do Crato, que pois por terra a hegemonia do velho barão e do clã de Frutuoso Dias.
D. Janoca do Icó, sua neta por afinidade, e inimiga de declarada do Bernardo Duarte, o Barão de Icó e do Dr. Antonio Pinto Nogueira Acioli, articuladores da transferência forçada de seu pai que era Comandante Superior da Guarda Nacional para Lavras e Telha, fato que nunca perdoou, o que significou o fim do mando do clã Dias em Icó. Orgulhava-se de ser neta do único Visconde que o Ceará produziu. Dª Janoca morreu em Cedro, em 06 de setembro de 1935, com 87 anos de idade.
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