Isto é história da família

março 16, 2020  - by 

A vida que você vive a cada dia é o cerne da história da família. Este vídeo colorido mostra o que é realmente a história da família: a história de sua família preservada para as gerações futuras.

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Comentários

  1. Cada história é peculiar. Ela é composta de muitos episódios; alguns, somos nós que construímos pelas nossas escolhas boas ou más; outros nos aparecem aos passos de nossa vida. A maneira que escolhemos e reagimos, formamos nossa história. Isso tudo permeado pelos episódios dos nossos entes queridos. Os altos e baixos, fazem parte dessa construção.

  2. Tudo que acontece em nossa volta é importante , pode não parecer agora mais no futuro com certeza será . Da mesma forma que procuramos nosso ancestrais hoje um dia alguém estará procurando por nós . Que possamos estar visíveis para els .

  3. Sempre é bom se sentir segura com seus pais .Eu tive a sorte de ter pais maravilhosos.Por isso eu e meus irmãos gostamos muito de estar juntos para o que der e vier.Com meus pais era assim sempre juntos,muita conversa brincadeiras. Pena que já se foram.

  4. Parafraseando o Presidente Eyring em seu discurso em uma conferência geral fazemos, História da familia porque Deus quer seus filhos de volta…Fazemos História da família porque entendemos que Cristo venceu a morte e dando a todos os filhos de Deus a oportunidade de ressuscitar. Graças a Ele temos o previlégio de fazer convênios sagrados e assim vivermos em familia para sempre mediante nosso compromisso com Deus.

  5. A história de família é muito importante, pois acredito que é através dela que podemos conhecer nossas raízes, nossa origem. E, assim, observarmos as características físicas e emocionais de nossos antepassados sendo transferidas pelas gerações.

  6. VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA
    Eu tenho a impressão de que teria dado certo com a criminalística. Foi o que pensei quando cursei o período de Medicina Legal, durante seis meses, com os estudantes de Medicina, como parte da grade curricular do Direito. Talvez porque um dos meus professores dessa matéria fosse Genival Veloso, reconhecidamente, pelos livros que escreveu, pelos casos que solucionou e pela competência no trato com os cadáveres, se coloca entre os melhores do Brasil.
    Quem não se lembra daquele caso do PC Farias, durante o governo Collor, que veio para as suas mãos depois de passar pelos mais competentes cientistas da área, no Brasil. Vários livros de sua lavra hoje são adotados não apenas nas universidades brasileiras, muito mais no exterior. O conjunto de procedimentos médicos e técnicos de Medicina Legal abordados pelo professor Genival Veloso – que para a tristeza dos novos alunos, não vão encontrá-lo porque já está aposentado da UFPB e UNIPÊ (infelizmente) – induzem à solução de crimes com uma facilidade incrível, pelo encaminhamento que aborda, tanto pelos conhecimentos quanto pela intuição.
    Quase me convenci depois de dissecar cadáveres no IML em busca de solução para supostos crimes, a seguir profissionalmente, no Direito, a criminalística, o que era reforçado por cada aula daquele emérito professor. Parece até que eu havia me enganado de quando sonhava ser jornalista, a posição que já havia conquistado no primeiro time da imprensa. Achava empolgante a Medicina Legal. Mas o jornalismo, indubitavelmente, é muito forte, porque depois que eu abri a minha banca de advocacia, sentia a necessidade de continuar na imprensa. O que eu era mesmo, e ainda sou, está exposto nestas linhas: um jornalista, porque a cada dia ele ia me puxando cada vez mais para as redações. E eu não tive outra escolha senão seguir o destino. Quem sabe poderia ter sido melhor na advocacia criminalística? Não sei, não experimentei, porque ninguém foge ao destino. E aqui estou, como jornalista, e não me arrependo.

    REMEMBER DITADURA DE 64
    Nesta época em que alguns grupos alienados contestam a democracia, estão surgindo algumas histórias da sangrenta ditadura dos militares golpista armados. Eu tenho muitas, pois atuava na linha de frente da imprensa, escrevendo 400 linhas por dia para alimentar uma coluna política e uma página com notícias políticas, diariamente, como repórter e editor político do jornal Correio da Paraíba. Chegávamos à redação em torno das 18 horas e começávamos a preparar o noticiário colhido na Assembleia Legislativa, palácio do Governo, Câmara Municipal, sede dos partidos, sindicatos e, enfim, onde a notícia estivesse. Às 1830 h chegava o censor, cumprimentava a todos e sentava-se diante de uma mesinha e começava a receber dos jornalistas o material que já havia sido preparado. Eu levava diariamente algo em torno de oito notícias, deixava-as com o censor e esperava ser chamado à sua presença. Havia, é claro, a auto-censura de cada um dos jornalistas, que já sabiam antecipadamente o que não poderia ser publicado, mas alguns, como eu, sempre se utilizava de metáforas para tentar furar o bloqueio da censura. Depois ele chamava um por um a sua frente para dizer o que poderia ser divulgado, o que deveria ser modificado e o que seria confiscado por atentar contra a segurança nacional. Certo dia eu comecei a escrever com o tipo preto (a máquina tinha uma fita com um carretel onde havia duas cores: preto e vermelho) e como o preto estava muito gasto, eu mudei para o vermelho. Quando entreguei as minhas matérias ele levantou o rosto e encarou-me: “O senhor é comunista?” – indagou-me. Eu estranhei a pergunta porque, para os censores, nos todos, jornalistas, éramos tidos como comunistas, porque escrevíamos, muitas vezes, o que o regime não gostaria de ler, o que tornaria a pergunta inócua e desnecessária. Mas ele justificou dizendo: “O senhor está escrevendo suas notícias em vermelho”. Nada mais foi dito e nem lhe perguntado. Não precisava.

    Posfácio (publicado nas minhas memórias)
    Esta biografia, para que se leve em conta a quem interessar possa, representa a história de uma vida, o conjunto de conhecimentos de uma existência que já extrapola um terço de um centenário, um limite natural para aqueles privilegiados que alcançam esse patamar. E mais interessante que isso: uma vida que não houve outra igual entre tantas ou mais das quatro bilhões das que já se foram e nem repete a nenhuma dessas de cada um dos oito bilhões de pessoas que habitam presentemente o planeta. Uma vida única neste universo. Portanto, é deste ponto de vista que se mede a importância da sua revelação pública, para que cada um dos leitores possa avaliar o significado desse conjunto de propriedades, de força, de vitalidade, de fraquezas, das ações, dos fatos , das particularidades e do modo de como se constituiu esse período que se torna público com a presença de outros extratos e camadas sociais paralelas. Esta narrativa poderá também, ser levado em consideração quanto a evolução da experiência social e do passado da humanidade, contribuindo, quem sabe, para futuros estudos sociológicos e historiográficos, através dos tempos. Puxa vida!

    CORINA BEZERRA DE BRITO
    A minha mãe, Corina Bezerra, somou o sobrenome Brito ao casar-se com o meu pai, Gilberto Correa de Brito, em 1938, na cidade de Campina Grande (Pb). Ela era a filha mais jovem do “coronel” José Avelino Bezerra e de Maria Madalena Bezerra, naturais de Parelhas (RN), onde nasceram todos os filhos do casal: José, Mocinha, Nina, Eulália e Corina. O apelido de “coronel” era aplicado, na época, aquelas pessoas que produziam algodão para exportação e detinham largas faixas de terra.
    Quando a minha mãe completou dez anos, o seu pai, meu avô, José Avelino Bezerra, um dos maiores produtores de algodão da área, faleceu aos 40 anos de idade de problemas cardíacos. A minha avó Maria Madalena, sem qualquer experiência para administrar os negócios do marido extinto, engraçou-se do capataz da fazenda onde residiam, Júlio Herculano Gomes, um belo e corpulento mancebo de vinte anos mais jovem, com quem se casou.
    A união entre Maria Madalena e Júlio Herculano Gomes foi um verdadeiro fracasso econômico por razões externas. Em primeiro lugar o algodão, principal produto da linha de exportação da fazenda perdeu espaço no mercado internacional, provocando o declínio da economia da região. Faltou ao novo proprietário iniciativa para diversificar a produção agrícola e como resultado desse imobilismo vendeu todos os bens da família e resolveu tentar a sorte em Campina Grande, onde o comércio florescia.
    Foi naquela cidade onde a minha mãe conheceu o meu pai, um talentoso jovem que entendia de motores elétricos e trabalhava em sociedade com o irmão Arthur, em proveitosa sociedade na venda, instalação e manutenção de geradores elétricos às prefeituras do interior. Enquanto Arthur investia sua renda na aquisição de automóveis para a futura criação de uma linha regular de transporte entre João Pessoa e Campina Grande (que seria a empresa Expresso Real) pelas mãos dos filhos Walter, Wandi e Waldeno, meu pai gastava com as mulheres e com futilidades todo o dinheiro amealhado. Enquanto isso Júlio Herculano Gomes, que não tivera sorte nas atividades comerciais em Campina Grande, resolveu juntar os cacos e seguir para João Pessoa, a Capital, onde pretendia alcançar melhor sorte.
    Diante dessa difícil situação meu pai e a minha mãe resolveram se casar, em Campina Grande, e seguirem para João Pessoa. Com o dinheiro que restou, Júlio Herculano Gomes adquiriu uma boa casa à rua Manoel Deodato, 234, no bairro da Torre, onde fixou-se até os últimos dias, trabalhando com a venda de Loteria Federal. O meu pai, com os conhecimentos que tinha de motores elétricos, conseguiu emprego na Empresa de Tração, Luz e Força – ETL&F, que fornecia energia para a capital do Estado e administrava as linhas de bondes elétricos (que haviam substituído os de tração animal).
    Anos após meu pai foi trabalhar na Secretaria de Segurança Pública do Estado, desde que me lembro. O salário era baixo e a nossa alimentação, mesmo sob a rigorosa fiscalização da minha mãe, cobria apenas 26 ou 27 dos 30 dias do mês. Nesta fase cinzenta comíamos cuscuz pela manhã, no almoço e no jantar e fruta-pão e abacate que havia no quintal.
    Algumas vezes eu senti o gosto da fome: um líquido viscoso e salgado, que surgia na boca vindo das entranhas seguido de tonturas, advertindo que o organismo estava em perigoso estado de carência alimentar. Meu pai era um tipo mulherengo e isso agravava a nossa situação, quando ele dividia o pouco que tínhamos com as conquistas que sempre se apresentavam. Minha mãe deu um basta e cortou definitivamente as relações matrimoniais.
    Eu tinha entre 12 e 13 anos e fui trabalhar como auxiliar de mecânico numa oficina do pai de um amigo meu. Ganhava 20 cruzeiros por semana e destes eu destinava 17 cruzeiros para fazer uma feirinha e o restante para a visitar a praia de Tambaú, no domingo e assistir aos seriados no cine Metrópole. Na praia, como não tinha dinheiro para guardar a roupa num balneário, deixava-a na casa da tia Diva, em Manaíra, onde às vezes era convidado para almoçar, na volta para apanhá-la Era uma vida muito difícil porque eu trabalhava de dia e estudava à noite, no Grupo Escolar Santa Julia. Então eu fui trabalhar numa oficina localizada no Varadouro, onde hoje está implantado o terminal rodoviário. Recebia gorjetas dos proprietários dos automóveis ao tirar para conserto e depois recolocar os radiadores, motores de arranco, alternadores e outras peças.
    Com isso eu ganhava um dinheirinho a mais. Ao meio dia, quando os mecânicos e auxiliares se reuniam debaixo de uma grande gameleira, que dava nome à rua, eu comia um pão doce com caldo de cana e seguia para a biblioteca pública, no cruzamento da rua General Osório com a Peregrino de Carvalho onde eu lia, diariamente, revistas, jornais e livros, até às 14 hs, quando voltava à oficina.
    Certo dia uma funcionária da biblioteca pediu-me para acompanhá-la até a sua sala, onde acusou-me, depois de pedir para ver as minhas mãos, de sujar os livros com borrões de óleo. Fiquei envergonhado e disse-lhe que deixaria de frequentar a biblioteca ao que ela retrucou, elogiando a minha iniciativa de menino pobre interessado nas letras. Em seguida abriu uma gaveta, retirou um tablete de Sapólio Rádium e pediu-me para passar nas mãos todos os dias, antes de abrir os livros. E muito mais: autorizou-me a escolher um livro para ler nos fins de semana.
    Então eu, que vinha me dando bem com alguns autores, passei à intimidade dos maiores escritores da literatura universal: Stendhal, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, José Lins do Rego, Viriato Correia, Lewis Carrol e Júlio Verne, dentre tantos outros. Aos 16 anos eu já havia lido dezenas dos principais livros de autores brasileiros e internacionais e também trocado de emprego: fui trabalhar como Ofice-boy da Legião Brasileira de Assistência (LBA) mas não tinha vocação para fazer mandado dos funcionários, trocava todos os pedidos de lanches. Então fui para o escritório da Mesbla, na rua Cardoso Vieira e depois para o Serviço de Alimentação da Previdência Social, quando fui transferido para Cajazeiras onde casei-me aos 21 anos.
    Voltando à João Pessoa trabalhei no Banco Industrial de Campina Grande e depois entrei na rádio Tabajara, como locutor esportivo, o que me permitiu acesso à imprensa escrita após a lei 972/69, que concedia a equiparação de titulado ao jornalista que exercesse a profissão nos Estados onde não havia faculdade de jornalismo. Mais adiante fiz o curso de Direito, na UNIPÊ, exerci a profissão durante um ano, mas voltei ao jornalismo, a minha grande vocação, que me abriu espaço para a literatura e a dramaturgia, minhas principais atividades depois de aposentar-me de jornais e de empregos públicos.
    O MEU AVÔ ROLDÃO
    Residindo em João Pessoa não tive a chance de vê-lo com maior frequência; foram apenas quatro encontros, em Campina Grande. Quando sobrava espaço nos automóveis do tio Arthur, guiados por meus primos Walter ou Wandi, ou nos trens maria fumaça, da Geat Western, meu pai, Gilberto Correia de Brito, nos levava para visita-lo. Morava numa casa antiga, à rua 13 de Maio, de frente a uma igreja e uma fábrica de manteiga (Vitória) que diziam pertencer ao seu genro, Sebastião de Sousa Lima. Para penetrar na casa havia um degrau que nos levava ao interior da casa onde existiam mais dois degraus para subir à sala. Na parede densa, acredito, de 50 cm, havia duas janelas que davam para a rua onde se via a barragem do Açude Novo, à direita e várias casas e uma igreja, à esquerda. Cadeiras de palhinha na sala de visitas, uma mesa comprida com várias cadeiras pesadas na sala de jantar, em seguida, e um corredor com três ou quatro portas de acesso aos quartos, à esquerda. Depois dos banheiros era preciso subir mais um degrau para se chegar ao seu ateliê, amplo, desarrumado, cheirando a ferro, encontrado em várias bitolas ao lado das paredes. E não podia ser diferente pois, como um artesão, dos melhores, sua matéria prima era o ferro. Ferreiro de profissão, mas um artista primoroso com uma forja, um martelo e uma bigorna, excedia-se.
    Certo dia ele pegou-me pela mão e me levou ao seu local de trabalho. Sentou-me num banquinho e começou a esquentar o ferro, depois bateu-lhe de todos os lados para dar uma forma e por fim mergulhou-o num pote d´agua, quando se ouviu um chiado prolongado e se sentiu um cheiro acre da fumaça que tomou conta de parte do ambiente.
    De outra vez ele levou-me a um depósito, contíguo ao seu ateliê, onde me apresentou a algumas máquinas que estava construindo. ”Esta é uma Bolandeira, que serve para separar o caroço do capucho do algodão, esta é uma máquina de fazer manteiga onde não existe energia elétrica e esta é uma máquina de fazer e cortar doces”. Pela alegria com que apalpava os equipamentos, parecia uma brincadeira de criança. Soube depois que ele também fazia peças de reposição para alguns tipos de máquinas quando não eram encontradas no comércio.
    Da última vez que estive no seu ateliê ele disse que ia fazer uma coisa para mim: pegou-me pela mão, levou-me a uma cadeira diante da bigorna e alisou meus cabelos. Em seguida serrou um ferro de aproximadamente doze centímetros, colocou no fogo retirou-o em brasa e começou a bater o ferro quente com um martelo na bigorna. Voltou o ferro ao fogo e depois achatou uma das pontas e, novamente, no fogo, ficou no ponto de fazer alguns círculos ao redor, dando a forma de um parafuso. Depois entregou-me, com muito orgulho. Beijei sua mão e ele passou a outra mão sobre os meus cabelos. Esse parafuso eu o conservei durante muito tempo, até que um dia, numa das diversas mudanças que meu pai fazia de uma casa para outra, perdeu-se, ninguém sabe como. E eu fiquei inconsolável.
    Ele já estava com a idade bastante avançada e eu me admirava do seu vigor físico. Era magro, alvo como um copo de leite, de pele seca e olhar penetrante. Sua altura é difícil de mensurar porque toda criança vê a imagem de um adulto com desproporcionalidade. Eu tinha, provavelmente entre cinco e seis anos, nesta época.
    A MINHA IRMÃ GILZA
    A minha irmã Gilza sempre foi tida e havida como uma das mulheres mais belas da família. Sua beleza era comparada a da prima, Marly, de quem o meu pai era um admirador e sempre enaltecia a sua figura, comparando-a a da filha. Gilza, a quem chamávamos de “Neném”, estudava na mesma escola que eu frequentava, o Grupo Escolar Santa Julia, onde era admirada pelos alunos de maior idade. Muito inteligente, com grande capacidade criativa, escrevia de forma organizada. Eu, por outro lado, encontrava dificuldade para colocar as ideias no papel enquanto ela não se deparava com nenhum obstáculo na escrita. Então eu lhe dava a ideia e ela escrevia os contos da forma como eu pretendia e não sabia dizer utilizando palavras fáceis. É uma pena que ela não tenha continuado a escrever, porque talento nunca lhe faltou. Casou-se aos vinte anos teve três filhas e isso a colocou numa situação de dependência completa e absoluta do marido, que lhe proibia de estudar e trabalhar, como ela pretendia.

    ALEGRIA BARATA
    Quando eu era menino no bairro da Torre havia um grupo de garotos com idade que variava entre 10 e 15 anos – e eu era um deles – que saia às ruas nos dias de Carnaval com o rosto pintado de pó de carvão e maizena, vestido de sacos de aniagem, entoando músicas da época e batendo latas. À frente do bloco, um dos nossos, usava uma máscara de urso e pulava feito um macaco. Visitavam de casa em casa e batiam para chamar a atenção do morador. Quando surgia alguém os meninos iniciavam a cantoria em uníssono com as mãos estendidas: “O urso vem de longe/ Vem de Portugal/ Quem não der dinheiro ao urso/ Vai morrer no Carnaval.” Quando o dono da casa dava alguma moeda, os meninos agradeciam massacrando as latas – Pam, pam. Pam, pam, pam – e cantavam: ”Esse aqui é gente boa/ Esse é gente boa/Esse aqui é gente boa/ Ele é gente boa”. Quando negavam, porém, os meninos engrossavam o côro, chamando a atenção da vizinhança: “Esse aqui é miserável/ Esse é miserável/ Esse aqui é miserável/ Esse é miserável”. E o dinheiro ia pingando no bolso do urso. Lá pelas 16 horas nós nos sentávamos debaixo de um frondoso Flamboyant, no coreto da praça de São Gonçalo, para dividir o apurado.

    GELO NA SOPA
    Fui assessor de imprensa do palácio da Redenção na década de 70 e não me cansava de ouvir as memoráveis histórias Do governador Ernani Sátyro (quando estava de bom humor). Certa vez ele contou que sempre se lembrava das viagens que fazia de Patos a João Pessoa, ainda jovem, (quando a capital ainda se chamava Parahyba), com o pai, o coronel Miguel Sátyro. Hospedavam-se no confortável e luxuoso Hotel Globo, no Varadouro, o melhor da cidade. O curioso era que durante o jantar vinha uma enorme terrina de sopa, fumegante, e ao lado, uma bacia com cubos de gelo forrados por uma camada de gelo seco. Então Ernani dizia: “Meu pai colocava a sopa e depois adicionava três pedras de gelo, para baixar a temperatura, e eu ficava morrendo de inveja.” Enquanto todos tomavam a sopa, à mesa, ele prendia sua atenção a fumaça que subia da terrina exalando vapores e a nuvem (gás carbônico) que descia da bacia de gelo (um fenômeno explicável pela física) esquecendo-se da sopa.

    ROTINA ESTÚPIDA
    Meu pai chegava do trabalho pouco depois das seis horas. Tomava banho e se dirigia ao rádio. Ligava e como era ativado por válvulas (antes dos transistores), demorava alguns segundos para entrar no ar. As vezes ele havia deixado um pouco alto quando desligara, e ao ressurgir o som, assustava-o com o barulho da voz. Eu vinha e sentava-se no seu colo. Ele então saia zapeando, no dial redondo e colorido, a escolha de um noticiário nas rádios do Rio de Janeiro ou na Inconfidência Mineira, de Belo Horizonte e de São Paulo (Record). Mas ainda era cedo. As emissoras do Sul chegavam caprichosamente à Paraíba depois das sete porque as ondas hertezianas ainda encontravam obstáculos do calor do Sol, pelo caminho. Então ele sintonizava na rádio Tabajara, que também tinha um noticiário tão bom quanto os da Tupi, Tamoio, Rockete Pinto e Nacional . A rádio paraibana tinha um trunfo que a levava a divulgar os noticiários da Segunda Guerra com a mesma precisão das emissoras do Rio de Janeiro. Era um locutor que sabia ler e traduzir o inglês e fazia a versão das mensagens que chegavam através do teletipo, imediatamente. Este jovem locutor chamava-se Humberto Lucena, e ninguém imaginava que um dia ele chegasse a dirigir o Congresso Nacional por duas vezes, representando a Paraíba. Como eu também não sabia que o teletipo, aquela máquina que fazia bip-bip-bip e tinha uma fita de papel fina e enrolada (aposentada quando chegou o Telex), onde vinham as mensagens, o mesmo tipo que seriam por mim utilizadas quando comecei no radiojornalismo, na década de sessenta. Então começava o noticiário, dando destaque as notícias da Itália, onde havia muitos paraibanos lutando em defesa da Democracia. E o número de mortes era impressionante, deixando meu pai atônito, diante da estupidez da guerra e da ação sistemática dos alemães no extermínio dos soldados brasileiros, americanos e, particularmente, britânicos, o principal alvo de Hitler. E vinha o noticiário dos navios brasileiros afundados pelos U-Boot (submarinos) nazistas. Um desses navios chamava-se Cabedelo.
    Pois bem, lembro-me de tudo isso toda a vez que chegamos às seis horas, no momento da divulgação do quadro da pandemia do Coronavírus, rotina mortífera que aumenta a cada dia o número de vítimas, como se estivéssemos numa guerra, quando os noticiários da TV anunciam as baixas, em vários países do mundo. Não apenas parece, é uma guerra, sim, com uma única diferença: uma guerra surda contra um inimigo invisível.

    NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO
    Não é fácil topar com uma pandemia. Muito mais difícil enfrentar um isolamento que tolhe nossos movimentos e nossas ideias, desde o Carnaval. Quando tudo começou pensei que seria fácil enfrentar. Não está sendo, nesta altura do campeonato. Além da pandemia e do isolamento, temos outro problema mais angustiante pela frente: a situação político-administrativa do nosso país. Estamos amarrados numa cadeira, sem esperança pelo menos de levantarmo-nos pelo que vemos dia a dia, pela televisão. A falta de comando, a repetição de más intenções, a ausência de ideias para progredirmos e o país à beira do abismo. É lastimável ver 1964 voltando e não termos forças suficientes para combatê-la. Os militares rondando novamente, sem que alguém se levante e alerte os brasileiros do perigo que corremos. Uma nova ditadura não cabe em nosso país. Quem respira liberdade e viveu 21 anos debaixo de uma baioneta, quem lutou com todas as forças pelo engrandecimento do país e o viu-o afundando sob as armas durante mais de duas décadas, quem trabalhou, jornalista, como eu, com um censor dentro da redação para dizer o que poderia ser publicado ou não. Quem caminha também pelo campo da cultura, como eu, que tinha peças de teatro censuradas, que tinha músicas proibidas, que não conseguia aprovar roteiros de filmes, que sentia na carne ver seus comentários retirados das páginas dos jornais porque não eram do agrado, enfim, viu tudo isso um dia terminar. Quem foi para as ruas, E quem acreditou, na Constituinte, quando elaborávamos a Carta Magna (eu acompanhei de perto, como Secretário Parlamentar na Câmara dos Deputados), esperando dias melhores, e vê agora tudo correr pelo ralo, esvaindo-se sob o comando de um só homem que frustra as nossas expectativas de dias melhores. E vê jovens e inexperientes, que não conhecem a história recente, uma meia dúzia de gatos pingados, atrás de um psicopata, vem para as ruas pedir uma ditadura? Não dá para compreender. Não dá para suportar. Não é possível que uma juventude seja tão burra, omissa e irresponsável, para lutar pela volta do atraso, da violência, da tortura, das mortes apenas por discordar do regime; de apoiar a volta da incapacidade já demonstrada pelos militares de gerir um país. É demais. E tudo isso junto a uma pandemia e a um isolamento que nos segura em casa. Não é possível assistir a tudo isso calado. É hora de nos levantarmos, se não por nós, mesmos, pelo menos para filhos e netos, a fim de combater esta situação esdrúxula em que se encontra o país. DITADURA NUNCA MAIS.

    A VIDA EM PEDAÇOS
    As pessoas deveriam parar de pensar em coisas fúteis, pelo menos durante esta pandemia, para refletir sobre o tempo que ocupou em cada atividade, durante a existência, principalmente aqueles que já atingiram a terceira idade, quando é chegada a hora de dar um balanço na vida. Eu pensei nisto nesta madrugada, meditei, considerei, submeti-me a uma avaliação interior e cheguei a conclusão de que passei 30% da minha vida escrevendo, na condição de estudante dos níveis primário, secundário e superior; como jornalista, ocupando funções de repórter esportivo, repórter da imprensa, redator, colunista, chefe de reportagem, chefe de redação, editor de páginas, editor geral, chefe de sucursal, assessor de comunicação, escritor d parecerista, como advogado. As leituras, 15%, se dividiram entre livros didáticos, artísticos, literários, poéticos, técnicos, dramatúrgicos, almanaques, jornais e revistas, que sugeriram a elaboração de livros (135), roteiros de cinema, biografias, peças teatrais, poesias e outras delongas. Cerca de 25% eu passei dormindo. No início, oito horas por dia; depois cinco, na meia idade e quatro horas, atualmente (quem dorme menos vive mais). Os alimentos para a subsistência atingiram 3% do meu tempo de vida. Namorando eu passei 5%. Pelo menos 8% entre dirigindo ou viajando (aéreas e terrestres). Meditando, eu passei pelo menos 2%. Projetando coisas da vida, do trabalho, outros 2%. O lazer consumiu 5%. A higiene pessoal e atendimento físico e fisiológico outros 2%. Finalmente os 3% restantes entre alegrias e tristezas. Pelo menos arte agora. Foi, realmente, uma vida de muita luta, de muitas renúncias e de algumas compensações, por isso não tenho de que me queixar. Poderia ter sido melhor? Poderia, mas os caminhos que traçamos, muitas vezes, são interrompidos ou escolhemos mal os roteiros que vão surgindo na caminhada. Quanto a isso, só há uma determinação que faz a diferença: a sorte.

    SURPRESAS DA VIDA
    Quando eu era menino no bairro da Torre, na década de 50, João Pessoa ainda não tinha aeroporto, apenas um campo de pouso, chamado Imbiribeira, na frente do Primeiro Grupamento de Engenharia (na época chamado 8º RAN), quando, algumas vezes, passava pelo ar um avião pequeno com o bico comprido, numa velocidade impressionante. Eu, que só conhecia os teco-tecos, ficava de queixo caído com aquela inesperada aparição que durava apenas alguns segundos. Depois ele voltava, causando uma onda de choque e fazendo um barulho sibilante e ensurdecedor, exibindo-se para os habitantes da capital. Nenhuma pessoa sabia do que tratava, causando uma certa apreensão. Já adulto vim a saber que eram aviões supersônicos criados depois da Segunda Guerra, viajando entre Natal e Recife, em velocidade superior a do som. De outra vez, já na década de 90, quando trabalhava em Brasília, estava na minha sala, na esplanada dos ministérios, quando ouvi o barulho de uma grande explosão. Um estampido bem próximo, que nunca ouvira igual. Todos na sala ficaram perplexos, imaginando tratar-se de uma guerra, pois ainda estávamos sob o manto da guerra-fria entre EUA e Rússia. Usamos o elevador e descemos ao térreo, onde as pessoas dos 19 ministérios haviam ocupado, apavoradas, aquele amplo espaço, à procura de informações. Então, passado o susto fomos informados pelos que presenciaram o fato, que um piloto da FAB, pilotando um caça supersônico, resolveu quebrar a barreira do som num rasante sobre a esplanada dos ministérios. No dia seguinte soubemos que o piloto agira em protesto contra o governo FHC, que estava negando algumas vantagens para os militares da aeronáutica. A vida é mesmo cheia de surpresas.

    O SURPREENDENTE E ESPANTOSO SER HUMANO
    Vivemos o bastante e chegamos à conclusão de que não conhecemos muitas das pessoas que nos rodeiam. É preciso que aconteça um momento de ira para que o ser humano revele a sua verdadeira personalidade e o seu caráter. Ou então alguma oportunidade em que políticos são elevados ao poder ou decaem à níveis irreconhecíveis. Os seus apaixonados seguidores, então, nesses momentos, transformam-se, e revelam a verdadeira cara, paixão, escrúpulos, caráter, traços psicológicos e qualidade inerente. É bom quando acontece sempre, porque passamos a saber com quem convivemos e como, verdadeiramente, pensam essas pessoas, até aquelas próximas. E antes que venha acontecer conosco uma surpresa desagradável, é nesta hora que devemos deletá-las definitivamente. Para o nosso bem. Não vale a pena dar mais uma oportunidade. O conhecimento do verdadeiro caráter de uma pessoa é a melhor coisa que pode nos acontecer, principalmente dos que se aproximam por amizade ou parentesco. Dois episódios, no momento, são reveladores no Brasil: borrifados em doses homeopáticas aqui no FACE, a escancarada e obsessiva paixão dos seguidores de Bolsonaro e de Lula. Vejam a pobreza e a voracidade dos argumentos. É difícil imaginar que essas pessoas tenham mesmo o equilíbrio emocional, capacidade e conhecimentos que procuram demonstrar.
    DIA DE GLORIA,
    (Do meu livro ainda inédito “Delírios do Tesão”).
    Há dias que parecem fadados a seguir na faixa do cotidiano, insípido, inodoro, monótono e tedioso. Outros, porém, marca-nos a vida e dele nunca esquecemos quando acionamos a mente. Basta que ocorra um fato que nos tome uma atenção superveniente e especial. Ontem foi um dia destes, que me marcou sobremaneira pela visão de uma imagem que há muito pretendia gravar naquela galeria que reservamos para a posteridade. Desde que a conheci passei a admirar seus seios pela beleza que demonstrava sob as vestes. Via-os bem guardados, muito escondidos em sutiãs bem acabados e coloridos. De outras, os admirava soltos, pululantes, buliçosos, por debaixo de uma roupa de casa, de seda ou de algodão, muito à vontade. Pois bem, ontem eu vi uma foto de um dos seios, me parece o direito, e bastou isso para erguer, inesperadamente, o mastro. Era tudo que eu pensava: médios, de simetria sinuosa como uma taça, volumosos, bronzeados, hidratados por nervos, glândulas e vasos sanguíneos, empinados pela musculatura fortalecida. Mas o que mais chamou a atenção: o mamilo intumescido e a auréola circulada de pontinhos túrgidos de excitação. Animou-me, ainda, o fato de saber que além daquele existe o outro, ao lado, com a mesma beleza e o mesmo encantamento. E isso alimenta ainda mais o meu sonho de um dia vê-los pessoalmente e, se possível, tocá-los, beijá-los e mergulhar de cabeça entre as duas montanhas de Afrodite, essa deusa do amor da mitologia grega. Quem sabe esse dia virá? Valeu, pela foto, estou gradecido.

    A MORTE DO GRAUÇÁ
    Nas caminhadas que faço diariamente à beira-mar, acontecem coisas que superam a nossa imaginação. como no fim de tarde de hoje. Como de costume, no meio do percurso sento-me para contemplar, durante alguns minutos, o bailado dos coqueiros, as ondas quebrando nas areias brancas, os pescadores fisgando bagres e sentir a força dos ventos soprados do Atlântico. Hoje foi diferente: surgiu um caranguejinho daqueles, meio- amarelados – que chamam Grauçá ou Maria Farinha – e foi se aproximando. Estranhei porque eles são muito ariscos, e temem a perseguição de pessoas que, por maldade, procuram tangê-los à toca ou apanhá-los para arrancarem as patas. Como são frágeis, eles não suportam a manipulação e morrem. Este que me surgiu à frente agiu de forma diferente: foi se aproximando aos poucos, observando-me com aqueles olhinhos de palito, meio desconfiado e parou a um metro e meio de distância. Ficou olhando atentamente e depois relaxou, recolhendo as oito patas abaixo da carapaça e pousando as duas patas-garras maiores nas areias. Sentou-se descontraidamente e recolheu os dois olhos às duas caixas protetoras. Mexi-me, com movimentos lentos, para não o espantar e ele não fez qualquer gesto de que estava temendo a minha presença. Pessoas passavam perto e ele nem se mexia. Nunca tinha visto nada igual e nem imaginava que podia gerar uma atração tão grande pelos crustáceos decápodes. Ele ali no chão, tranquilo, confiante, com uma curiosa certeza de que eu não o faria mal, e eu o observando, admirado com a empatia gerada e a coragem daquela minúscula vida cujos pensamentos procurava adivinhar. De repente, mais que de repente, desce uma mulher em corrida desabalada, que eu só a vi quando estava ao meu lado, em velocidade na direção das águas (como fazem alguns banhistas quando chegam diante do mar) e esmagou o caranguejinho com um pisão, e nem se deu conta. Só consegui ver quando ela passou. Não havia movimentos. Peguei-o, entristecido com o acontecimento e observei que não havia um sopro de vida naquele frágil corpo, com patinhas penduradas. E a mulher nem se dera conta, mergulhou e saiu nadando nas águas do mar. Então, enterrei-o na areia meia molhada das chuvas que haviam caído. E sai caminhando, arrasado, com as imagens na memória daquele animal tão alegre, disposto, confiante e perscrustativo diante da minha presença, a quem havia confiando a sua vida, e eu não pude salvá-lo porque não deu tempo de interromper a desabalada corrida da banhista apressada. Ainda estou triste ao escrever estas linhas. (Longe das areias do Bessa há 60 dias, por causa da pandemia, resta-me relembrar dos bons e maus momentos das caminhadas de fim de tarde).

    INSIGHT DA VIDA
    Sou idoso, com muita honra, e disso me orgulho. Ao atingir e superar a média de vida prevista para os nascidos nesta região nordestina tornei-me detentor de uma prerrogativa que poucos tiveram. E não só por isto: o mais importante é ter testemunhado a história numa das fases mais escassas e produtivas da vida em todos os sentidos, da fome à abundância e dos grandes momentos da raça humana, nos principais pontos, altos e baixos, bons e maus, alegres e decepcionantes, como o maior conflito mundial, divergências e enfrentamentos; avanços vertiginosos da tecnologia, da medicina e das comunicações; as grandes descobertas, o desembarque do homem no satélite da Terra numa aventura sem precedentes, o fenômeno de um meteoro passar a baixa altitude sobre a cabeça na direção do mar e naufrágio com dezenas de mortes. O que aconteceu densamente concentrado nestes últimos 80 anos superou a tudo que se conhecia sobre a Terra há 4,6 bilhões de anos. E nesse contexto, de minha parte, durante toda a vida convivi pacificamente com as pessoas que circulam no meu entorno, absorvendo lições de humanidade e de conhecimentos. Como jornalista e advogado, tornei-me uma pessoa próxima das ciências humanas e sociais; como escritor e dramaturgo conheci as intimidades do trágico, do cômico e do patético. Nas análises que fiz aprendi a controlar as minhas emoções, apliquei o discernimento das verdades que não se mostram e, noutras atividades que somei ao longo da existência, conheci as diversidades tão necessárias ao equilíbrio que me norteia. E tudo contribuiu para a minha formação como se demonstra. Só não aprendi a ganhar dinheiro, porque para isso eu teria que passar por cima de muita gente e esta opção nunca me agradou. Depois de muita luta, porém, posso dizer que ganho o suficiente para o que preciso e fico feliz, porque entendo que não levando nada desta vida, não adianta viver correndo atrás de vantagens, se são fugazes. E assim, eu vou vivendo e amadurecendo a cada dia que passa. Idoso, sim, e conscientemente bem resolvido.

    RESUMO BIOGRÁFICO
    Gilvan (Bezerra) de Brito nasceu em João Pessoa. É Jornalista (DRT-PB 323), bacharel em Direito (OAB-PB 3.851), Dramaturgo (com vários textos premiados, encenados, publicados e filmados), Cineasta (com filmes de longa e média metragem) e letrista e compositor (OMB-PB 1.813) com dezenas de músicas gravadas. Dedicou-se ao jornalismo político, exercendo durante 50 anos as atividades de repórter, redator, colunista, chefe de reportagem e editor (A União, Correio da Paraíba, O Momento, Edição Extra e o Legislativo, Hoje); correspondente e chefe da sucursal do Diário de Pernambuco na Pb. Assinou as colunas políticas diárias: Em Primeira Mão, Política e Diário da Política, no Correio da Paraíba; Política, O Momento e Legislativo, Hoje. Foi assessor ghost-writer de diversos políticos na Paraíba e em Brasília (discursos, projetos, conferências, relatórios, pesquisas, notícias e artigos para a imprensa) e secretário-geral da CPI da Saúde. Exerceu a advocacia entre 1984 a 1986, como advogado do banco Credireal, com escritório no edf. Paraná, sala 902, rua Padre Meira, João Pessoa. No serviço público, diretor de comunicação do Funrural (1974). Diretor de comunicação da Assembleia Legislativa (PB), secretário parlamentar constituinte em 1988, até 1990 (Câmara dos Deputados); diretor de Serviços (3º segmento da economia), diretor-geral de Planejamento e Desenvolvimento do Turismo, do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (nos governos Itamar Franco e FHC) e fez parte da equipe pioneira de criação das Câmaras Setoriais do MICT (1990 a 1993). Representou o Brasil no Congresso de Deontologia (ética, moral e tratado dos deveres) e no Encontro dos Jornalistas dos Países da Língua Portuguesa, em Lisboa (1986). Tem 140 livros escritos e 33 publicados e participa de diversas antologias de premiados (literatura, contos e teatro e música). Tem ainda vários textos traduzidos (para o inglês e o espanhol). Membro do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba (mandato 2014-2016).

    1. Ótimo compilado histórico, Gilvan. Espero que tenha essas informações escritas e bem guardadas em outro lugar.
      Lhe sugiro que também compartilhe essas histórias em seu próprio Perfil de Usuário no FamilySearch, você pode tanto guardar pelo aplicativo Recordações (você clica em seu nome na árvore e depois vai em Recordações) quando na Linha do Tempo (mesmo caminho que recordações, agora clicando em Linha do Tempo).
      Caso precise de mais ajuda com isso ficaremos felizes em ajudar.

  7. Cada indivíduo tem uma estória. Jamais ter ouvido a sua é difícil. Quem foram seus antepassados? De onde vieram? Falta identidade, falta passado.

  8. embora tenha feito o cadastro nao con,sigo nunca acessar o sistema e preciso de ajuda mais habilidosa para continuar minhas pesquisas genealogicas,sei que este nao e o lugar para pedir ajuda, peço desculpas,porem aguardo uma resposta

  9. e sei que praos que conseguirao , completar as suas arvor , a felicidade deles é outra agora.
    e tenho asertesa tabem se um dia ,faser o mesmo serei como eles tambem.

    ME AJUDEM POR FAVOR.

  10. Para saber mais dos meus antepassados..e tbm para os meus filhos no futuro,saber a origem da família deles.

  11. “Atrás de mim estão todos os meus ancestrais me dando força. A vida passou através deles até chegar a mim. E em honra a eles eu a viverei plenamente.” Bert Hellinger

    Bert Hellinger

  12. procuro documentos de meus antepassados portugueses nome deles são Felizardo Justiniano Ramos nascido em 1853 ela Thereza de Jesus Rodrigues Ramos nascido em 1873 Portugueses vindo para o Rio de Janeiro entre 1800 a 1902 quem puder ajudar a encontrar qualquer documentos deles agradeço desde já

  13. Porque nos faz sentir as alegrias e dificuldades que nossos antepassados viveram até chegar a cada um de nós.

  14. Gente pesso que me ajudem a encontrar meu pai eu não conheço, sei que o nome dele é José Ribeiro Cerqueira e o meu é José Marcos Souza Cerqueira contato 77981049931