Rosa. Imperial Ordem da
Rosa. Imperial Ordem da
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A Imperial Ordem da Rosa é uma ordem honorífica brasileira .
Foi criada em 27 de fevereiro de 1829 pelo imperador D. Pedro I ( 1822 — 1831 ) para perpetuar a memória de seu matrimônio, em segundas núpcias, com Dona Amélia de Leuchtenberg e Eischstädt .
História
O seu desenho foi idealizado por Jean-Baptiste Debret que, segundo discutido por historiadores, ter-se-ia inspirado ou nos motivos de rosas que ornavam o vestido de D. Amélia ao desembarcar no Rio de Janeiro , ou ao se casar, ou num retrato da mesma enviado da Europa ao então Príncipe.
A ordem premiava militares e civis, nacionais e estrangeiros, que se distinguissem por sua fidelidade à pessoa do Imperador e por serviços prestados ao Estado, e comportava um número de graus superior às outras ordens brasileiras e portuguesas então existentes.
De 1829 a 1831 D. Pedro I concedeu apenas cento e oitenta e nove insígnias.
O seu filho e sucessor, D. Pedro II ( 1840 — 1889 ), ao longo do segundo reinado , chegou a agraciar 14.284 cidadãos.
Além dos dois Imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II apenas o Marquês / Duque de Caxias foi Agraciado com o Grande-Colar da Imperial Ordem da Rosa durante sua vigência.
Um dos primeiros agraciados recebeu a comenda em virtude de serviços prestados quando de um acidente com a família imperial brasileira: conta a pequena história da corte que, em 7 de dezembro de 1829 , recém-casado, D. Pedro I regressava com a família do Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista .
Como de sua predileção, conduzia pessoalmente a carruagem quando, na rua do Lavradio, se quebrou o varal da atrelagem e os cavalos se assustaram, rompendo as rédeas e fazendo tombar o veículo, arrastado perigosamente.
O Imperador fraturou a sétima costela do terço posterior e a sexta do terço anterior, teve contusões na fronte e luxação no quarto direito, perdendo os sentidos.
Mal os havia recobrado quando o recolheram à casa mais próxima, do marquês de Cantagalo , João Maria da Gama Freitas Berquó .
Segundo o Boletim sobre o Desastre de Sua Majestade Imperial e Fidelíssima publicado no Jornal do Commercio , Dona Amélia foi a que menos cuidado exigiu:
" não teve dano sensível senão o abalo e o susto que tal desastre lhe devia ocasionar ".
A filha primogênita, futura Maria II de Portugal , " recebeu grande contusão na face direita, compreendendo parte da cabeça do mesmo lado ".
Augusto de Beauharnais , príncipe de Eichstadt, Duque de Leuchtenberg e de Santa Cruz, irmão da imperatriz, " teve uma luxação no cúbito do lado direito com fratura do mesmo ".
A baronesa Slorefeder, aia da Imperatriz, " deu uma queda muito perigosa sobre a cabeça ".
Diversos criados de libré, ao dominarem os animais, ficaram contundidos.
Convergiram para a casa de Cantagalo os médicos da Imperial Câmara e outros, os doutores Azeredo, Bontempo, o barão de Inhomirim , Vicente Navarro de Andrade , João Fernandes Tavares , Manuel Bernardes , Manuel da Silveira Rodrigues de Sá , barão da Saúde .
Ao partir, quase restabelecido, D. Pedro I condecorou Cantagalo a 1 de janeiro de 1830 com as insígnias de dignitário da Ordem e D. Amélia lhe ofereceu o seu retrato, circundado por brilhantes , e pintado por Simplício Rodrigues de Sá .
Foram ainda agraciados com a Imperial Ordem da Rosa os membros da Guarda de Honra que acompanhavam o então Príncipe Regente em sua viagem à Província de São Paulo , testemunhas do "Grito do Ipiranga", marco da Independência do Brasil .
Após o banimento da família imperial brasileira , a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu grão-mestre o chefe da casa imperial brasileira .